Márcia, A Tartaruga Ninja



Dessa vez assumo que não seria mais uma crônica inútil. Ela realmente vai acrescentar algo em sua vida. Um acontecimento inesperado e inacreditável. Não fictício. A pura realidade de um almoço de domingo.

Começaremos com a descrição do ambiente. Uma casa aparentemente grande onde se encontra um terraço. Para chegar até ele, subiremos quinze degraus com cerca de vinte e cinto centímetros cada. Chegando no alto, vemos um portão semi-aberto, e um grande terraço, com uma mesa de ping-pong e uma banheira bem bacana, onde temos uns quarenta centímetros de “profundidade”. Leu bem? Quarenta centímetros.

Estava eu, comendo jujuba depois do almoço juntamente com meu avô, quando minha tia resolve gritar para eu ver uma coisa. Levantei da cadeira e corri até a cozinha, próxima a escada de quinze centímetros o degrau. Olho para cima. O que vejo? Uma tartaruga, no segundo degrau de cima pra baixo.

Não mencionei antes para não perder a graça do texto que conseqüentemente esta chegando ao fim, já que você rapidamente ira perceber o tamanho do absurdo que me ocorreu. Não mencionei que a tal tartaruga ficava dentro da tal banheira, de quarenta centímetros. Agora, a parte mais legal do texto.

Como ela escalou essa banheira? Suas patas são escorregadias. Como ela desceu um degrau e não caiu? Como ela sabia que deveria ir até aquela escada para chamar alguém para limpar a água imunda* onde ela estava? Como a tartaruga saiu da banheira sendo que em 20 anos ou mais ela nunca saiu daquela bacia!!! Permanece a questão.

Nem Freud me fala. “/


*A água imunda é devido a incompetência da empregada da casa. Como minha avó quebrou o pé, não lava a banheira pois não consegue subir até lá. Eu ainda acho que o salário mínimo ta muito para alguns tipos de serviço. ¬¬

Subi. Lavei a banheira, coloquei a tartaruga la dentro. E... seria isso uma inspiração para um nome de desenho? Freud?? O.o


Fotos curiosas, muito curiosas:

http://viadupla.weblog.com.pt/arquivo/upload/2005/11/tartaruga2-thumb.jpg

http://www.madagasikara.it/Maxi/foto2001/tartaruga-gigante.jpg
http://appuntidiviaggio.blog.dada.net/img/tartaruga.jpg
http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/tartaruga-manuelita/tartaruga-manuelita-poster01.jpg

o/

O Martírio


Tem alguém vivo aqui dentro. Ele mexe, eu sinto. Eu ouço. E ele pensa... Ele tem poder. Por que não consigo entender? Ele tem o poder sobre mim... Pensa por mim. É responsável por mim. E quem o controla?

Ele acelera, quase pára. Dói. Eu sinto, eu vejo, mas não consigo controlar. Eu tento faze-lo parar de me influenciar. Eu tento fazer com que ele não faça mais isso comigo. Mas, por que não consigo controlar? Por quê?

Sou eu quem manda nesse corpo! A cabeça aqui sou eu, literalmente. Sou eu quem faço todos os movimentos, sou quem realizo todos os pensamentos, sou eu quem comando tudo aqui, e por que não consigo fazer com ele pare de me fazer sofrer? O que ele acha que é? Hein???? O que você acha que é?

Eu sinto uma dor tão forte. Tão insípida. E não quero mais sentir! Pare! Pare de me causar essa dor! Estou começando a ficar dolorido. Olhe! As lagrimas agora estão saindo, mas eu não quero que elas saiam! Pare! Pare de bater mais forte! Não! Eu não quero chorar. Por favor, pare... Eu preciso descansar. Não quero pensar mais nisso. Sou eu quem penso! Pare, agora! Não... Por favor... Não! Chorar de novo não.

O quê? Não posso te controlar, eu te sinto. Estou perdendo o meu posto. Era pra ser eu o mandachuva desse corpo. E eu sou! Eu quero que você pare de me fazer sofrer! Eu ordeno! Mas, eu não consigo esquecer... Por quê? Você pode me responder?

Eu sou a razão. Sou a lógica. Sou a consciência! O que eu quiser eu faço neste corpo, mas você é o único que não consigo controlar... eu deveria conseguir. Esta doendo muito.

Há vezes que você é tão bom comigo. Me trás alegria, e nessas horas eu penso que sim, consigo te controlar! Talvez uma ilusão de minha parte, devido aos bons sentimentos, mas por que agora não posso mais? Você é traiçoeiro. Não merecia viver! Deve morrer! Só assim parará de me maltratar! Morra! Saia daqui! Não precisamos de você...
Não precisamos... não... saia... pare... vá... morra... (....)* .... não me deixe... Eu preciso de...(...).

Com chifres e asas.

Oi galera! Que legal! Mais um texto idiota pra você perder seu tempo lendo.
Mas, infelizmente venho via blog, informar-lhes de uma grande descoberta. Eu disse uma Grande Descoberta...!

Por volta do século V, até meados do século XI, tínhamos em nosso adorável atual planeta, um povo guerreiro. Com suas fantásticas histórias seguidas de mitos, guerras, viagens, navios assustadores, e grandes imagens, viveram no norte do planeta Terra, os Vikings.
Eles eram bárbaros, guerreiros com fome de luta e matança, e, de acordo com os cristãos da época, eles eram demônios afim de aterrorizar o mundo de Deus. Viviam em comunidades pequenas com cinqüenta a quinhentos habitantes, no qual eram companheiros, dividindo o trabalho, e se ajudando. Cuidavam da educação de seus filhos... Os mais velhos sentavam com as crianças e as ensinavam religião, o culto aos deuses, e toda a historia dos antepassados. Um povo aparentemente endemoniado, porém, um povo como todos os outros.
Mesmo com toda a sua incrível mitologia, aparência, relatos, contos, parábolas, e além de tudo codinome “nórdico” (isso me encanta ao extremo), eles tinham uma característica marcante, que você logo relaciona mentalmente quando ouve ou ler a palavra: “viking”. Estou errada?
Logo logo, você fará uma analogia com um chapéu chifrudo. Sabe? Aqueles chapeuzinhos dos vikings.... Aqueles que têm dois chifrinhos, ou duas asinhas, que vemos nos desenhos do Asterix (gaulês). Sabe? Aqueeele!
Pare! Sente-se e acalme-se. Farei uma revelação à você.
Os chapeis que eles usavam era cônicos. Porem... não tenho coragem de revelar. Porém...Não tinham chifres. Pronto. Falei. Agora vou parar de escrever. Porque isso me faz perder a cabeça... como é possível? Vinking sem chapéu de chifre? Existe? Sim! Não existe é vinking com chapéu de chifre. Inconformado? Traumatizado? Angustiado? É assim que me sinto... mas eu precisava desabafar. Beijos.

Huaaaaaaaaaaaaah!!!!!!

O quê?? Não vai me dizer que os vikings também não gritavam: HUAAAAHH?????

É o fim do mundo.

Vila do Silêncio

Enfim acabou. Subi aquele morro com o peso nas costas, e parei no mesmo lugar de sempre. Aquela velha mesa de sinuca tampada. Os minutos iam passando e eu ficando cada vez mais impaciente com a aquela demora. Sentei. Levantei. Andei. Encostei novamente na velha mesa. Como aquela sinuca viu e ouviu momentos na minha vida! Como uma simples mesa de sinuca pode ter visto cenas que até os mais importantes não viram. O mundo é particular, literalmente.
Abri minha mochila e tirei meu MP3. O sol se foi. A noite estava chegando... Parei e vi aquele homem parado com aquela menina. Ambos fazendo gestos. Ambos conversando. Conversando em silencio. Mas, para eles não existia outra coisa a não ser o silencio.
E eu ali, parada. Abusando do dom que Deus me deu. Mais precisamente ouvindo Metallica, Orion. Eu sim podia ouvir aquelas pessoas conversando. Ouvir o barulho dos cavalos. O ronco dos dragões, o choro do pobre plebeu sendo morto. Mas... não! O que eu estava fazendo? Ouvindo uma música? Enquanto aqueles dois ali parados conversavam em uma linguagem que eu não entendia, em um mundo sem barulho. Em um mundo de trevas! O que eu fazia?
Desliguei minha música. E o som aos poucos aparecia. Estava sozinha. Apenas a eu e a sinuca. Isolada. Calada, enquanto eu podia falar. E os dois não paravam de falar. Eram gestos e mais gestos. Em um mundo visual. Um mundo diferente do meu. Um mundo aparentemente difícil. Mas um mundo feliz. Um mundo diferente do meu.
Poderia estar guiando um cego em um beco, mostrando a ele todas as frutas, as cores, as pessoas que ficam na feira. Poderia estar cavalgando enquanto falava e ouvia os pássaros cantar. Poderia estar cantando uma música bem alto para eu mesma ouvir. Mas... Enfim acabou. Subi o morro, e lá estava eu, naquela velha sinuca, ouvindo uma musica instrumental. Com os ouvidos tapados, enquanto meu mundo estava sendo destruído diante meus olhos. Enquanto minha vida estava passando... E a primeira estrela apareceu.
Subi em minha carruagem e parti em direção à vila. E o casal continuava a conversar...
pocotó, pocotó...

Eu e meu rato.




_Lívia! Como mata um rato?
_Rato??? Atira nele oras! Que rato?
_Tem um rato aqui em casa, do tamanho do meu celular! Sem rabo!!!!
_Nussaaa!! Seu celular é grande! Que bonitinho. Que cor ele é? =D
_Marrom. Não não... preto. Sei lá! Já tentei de tudo... mas ele voa.
_Voa??? É um morcego então.
_Não. É um rato. Como eu mato ele?
_Uai, num mata não. Joga ele no rio.
_Não tem jeito. Eu já taquei tudo nele... até água quente!!!
_Mas água quente não mata rato. Dá veneno.
_Não tenho.
_Deixa eu ver se minha avó tem.
Tá...

(minutos depois)

_Tem, vou levar aí pra você, me encontra no point. Digo, na esquina. ;p
_Aahh... eu to com uma bermuda azul, uma camisa cinza e um tênis branco com umas listrinhas... velho.
_Ai.. ta! Eu vou aí.
_Tá. Eu vou entrar no quarto. Abre a porta, e na sala eu vou deixar suas armas. São os guarda-chuvas. Ele tem medo deles.
_Beleza!

(chegando lá)

_To chegando com o guarda chuva!! Cadê ele???
_Tá ali atrás do guarda roupas...
_Cadê??? AH! Pra que inseticida??
_Taquei nele.
_Haru, rato não é inseto.
_Mas eu tentei de tudo...
_Deixa eu ver ele...(...) Aláááá! Que bonitinhooo! =]
_É.
_Posso por um nome nele?
_Já tem. Se chama Sangue No Meu Chão Hoje.
_Hum... bonito nome. Vamos lá colocar o veneno. Pobre alma.

(depois)

_Deixa o veneno ali.
_Tá Lívia.
_Haru! O que ele ta fazendo?
_Não sei... que estranho.
_Ele ta paralisado.
_Ele ta... ou ele ta com medo de mim... ou ta fingindo.
_Pode ser.
_Ele ta sabendo que vamos matar ele.
_Tadinho.
_Deixa aí que vou embora. Tchau.
_Tchau.

(no dia seguinte)

_Lívia! Cara! Eu nunca odiei tanto um bixo na minha vida! Eu cheguei em casa e ele estava em cima do teclado do meu computador!!! Depois foi pra dentro do guarda roupas...

(começa um crise de risos)

_...Depois quando fui olhar ele estava dentro da mala! Minha casa fede xixi! Eu odeio ele! Dei uma paulada na metade do corpo dele... e agora ele está se agonizando no chão.
_Ô haru! Que dó! Mata ele de uma vez.
_Não! Quero que ele sofra. Tenho que desinfetar meu ipod, meu pc, minha casa toda!!! Não!!!!!!! Ele andou!!!
_Andou???
_É! Nem vou sair com você hoje.
_Ah! Sai sim. Eu te ajudou a arrumar a casa.
_então vem... Olha! Ta andando!!! Vou lá matar ele... tchau.

Adios amigos!


Se já aconteceu com você, eu não sei. Mas suponho que normalmente, acontece com a maioria das pessoas que são obrigadas a enfrentar tal situação. A situação de estar em um ônibus, seja circular, interurbano ou interestadual, em que ocorrem certos tipo de acontecimentos que incomodam muita gente, assim como os elefantes, que, na minha opinião, não incomodam ninguém!
Certo dia estava dentro de um desses ônibus, e infelizmente, meu aparelho de MP3 estava sem pilha. Meu salva vidas estava morto. Escutei tudo que se passava dentro daquele ambiente, lotado de pessoas de todos os tipos. Claro que não foi a primeira vez que escutei os “causos”, mas foi justamente nesse dia que tive a brilhante idéia de escrever sobre tal.
De todas as vezes em que eu estive em um ônibus, teve uma criança chorando. Uma criança incomodando. Uma criança que eu me orgulharia de Herodes, ao pensar em joga-la pela janela. Uma criança irritante, que não parava de chorar, por um motivo idiota, com total certeza. O que mais me constrange, é que suas mães, usavam métodos diversos para calar a boca da minha futura vitima. E incrivelmente esses métodos eram grotescamente errados. O mais visto foi o tapa. Meu Deus! Não é possível que um ser humano racional, vai querer calar a boca de uma criança com um tapa! Vejo coisas que não acredito. Penso que sou a prova viva de que o empirismo é falso.
Da ultima vez que eu estava em um ônibus, ontem, uma criança gritava: “Eu quero ir embora!”. O pai da mesma dizia: “daqui a pouquinho nós vamos”. Gente! Explica para menina, que já tinha, aparentemente, idade suficiente para entender, que eles estavam indo embora. Do jeito que o pai falou, dava a entender que eles ainda não estavam indo. Ta, ta. Eu sei que é complicado essas coisas. Mas eu fiquei extremamente irritada com aquela menina chorando no meu ouvido.
Pulando as crianças, que são crianças, imaturas, já foram inocentes, porque hoje não são mais. Temos os adultos. Aqueles que contam aqueeeles casos. Isso não me irrita. Confesso que prefiro não escutar. Mas quando escuto me divirto. Sabe aquelas velhinhas que sentam do seu lado, e resolvem desabafar? Contando que seu filho casou com a filha da vizinha, que ficou grávida de outro, e largou o marido. Acontece também nos ônibus.
Adoro época de política nos ônibus. Já ouvi coisas do tipo: “Não, porque o Lula é muito bom! Ele da aquela bolsa família, que me ajuda.” Aí a outra fala: “é, tem a bolsa escola também!”. E do nada um homem que sentava na frente dessas duas mulheres se vira e se revolta contra o Lula. Começou uma discussão no meio do ônibus, sobre política! Com os argumentos mais absurdos que já ouvi. Tem cada coisa que eu escuto...
O ultimo assunto é, o odor que presenciamos nos ônibus. Ou são aquelas pessoas que não tomam banho, ou, na minha opinião, aquelas que tomam muito banho. Banho de sabonete, de creme de pele, de creme de cabelo, de perfume, de shampoo, de desodorante. Meu Deus!!! Pra que isso? Me da vontade de levantar e falar: “querida! Use só um tipo de fragrância!”. Não entra na minha cabeça! O cheiro fica desagradável para todos. Pra que misturar fragrâncias???? Ai...
Para acabar, já que o texto começou a ficar cansativo. Queria comentar que eu pensei o dia todo para fazer uma piadinha no final do texto. Mas eu não consegui. Afinal é 1º de abril... boa viagem nos ônibus, que minha nave me espera. Adios amigos! =D