
Há vários tipos de perdas. Alguns eu já citei acima. Na verdade o tempo todo estamos perdendo. Gases que saem pelo nosso nariz (na maioria das vezes), perdendo tempo lendo um texto, navegando na internet, dormindo, levando seu cachorro pra fazer xixi, etc. Perdemos muitas coisas sem perceber.
Tem um tipo de perda, que quero enfatizar. Não que ele seja o pior, ou o melhor, mas ele é bem notado por todos. Não quero comparar a “dor da perda” desse tipo que irei falar com uma dor de perder uma perna, ou qualquer outro membro. Perder um olho, um nariz, uma língua, um dedão, uma unha. De perder os sentidos, que realmente acontece, com alguns catalisadores. Ou com a dor de perder a cabeça, literalmente, ou não. Eu quero enfatizar só porque é o assunto principal do meu texto e tenho fazer jus ao título.
A “Perda Maléfica Cardíaca”! Aquela que anualmente, mensalmente, diariamente acontece com você, com seu vizinho, com o pai-de-todos, com o fura-bolo e com o mata-piolho. Aquela que ainda não tem um remédio para regeneração. E muito menos um para acelerar esse processo.
A perda maléfica cardíaca, com alguns conhecimentos gerais, ou estudos morfológicos, conclui-se que é a perda no coração, causando certo tipo de malefício, ou dor, se tratando daquele sentimento que você associa quando vê um coração vermelho ao lado de um casal de pombos. É a perda daquele pedaço do seu coração que alguém levou sem perguntar se podia. É a perda daquela felicidade que você armazenava no peito. É a dor dela sendo arrancada, e deixando uma marca, muitas vezes cicatrizáveis. Mas a cicatriz permanece pra sempre.
Ela pode ser dividida em dois pontos que seria os principais. Um deles é aquele quando você perde alguém pra sempre e sabe que nunca mais vai ver aquela pessoa (ao menos nessa vida). Você pode associá-lo com a dor de quando você pega uma agulha, esquenta na brasa até ficar vermelha e enfia embaixo de sua unha apertando até a ponta perfurar a carne e sua unha quase arrancar. O outro é quando você perde alguém pra sempre e sabe que vai encontrar com esse alguém varias vezes, nas ruas, nos espelhos, nos bosques encantados do “Mundo Verde Limão” ou em qualquer outra esquina que você esteja. Você agora pode associar essa dor com a dor de tirar a agulha da sua unha e colocar em um copo contendo ácido sulfúrico. Doeu né?!
Eu sei o tanto que dói uma agulha entrando na unha, e um dedo machucado no ácido sulfúrico. Tu sabes. Ele sabe. Nós sabemos... E o que podemos fazer, se várias vezes colocam a agulha em nossos dedos? Derramar o sangue molhado e incolor que sai dos nossos olhos. Uma, duas, três vezes. Cada vez que olhamos para aquela cicatriz, uma espadada (adoro espadas!) levamos no peito. Isso pelo fato de que perdemos alguém pra sempre. Perdemos um pedaço de nós. E talvez pelo fato de sabermos que ainda vamos perder muitos pedaços ao longo da vida. Quer um conselho? Tire o dedo rapidamente, e passe Merthiolate! ...Que agora não arde! =D
