Perda Maléfica Cardíaca do Mundo Verde Limão

Meu Deus! Como começar um texto? Estou com perda de memória. Ou seria perda de criatividade? Talvez uma perda de pensamentos... Ou uma perda de lucidez. Já dizia o Senhor: “De sua costela, nasça sua metade.”, alguma coisa do tipo. E Adão já nasceu perdendo sua costela pra alguém. Sorte dele que não foi um outro pedaço, não é mesmo?
Há vários tipos de perdas. Alguns eu já citei acima. Na verdade o tempo todo estamos perdendo. Gases que saem pelo nosso nariz (na maioria das vezes), perdendo tempo lendo um texto, navegando na internet, dormindo, levando seu cachorro pra fazer xixi, etc. Perdemos muitas coisas sem perceber.
Tem um tipo de perda, que quero enfatizar. Não que ele seja o pior, ou o melhor, mas ele é bem notado por todos. Não quero comparar a “dor da perda” desse tipo que irei falar com uma dor de perder uma perna, ou qualquer outro membro. Perder um olho, um nariz, uma língua, um dedão, uma unha. De perder os sentidos, que realmente acontece, com alguns catalisadores. Ou com a dor de perder a cabeça, literalmente, ou não. Eu quero enfatizar só porque é o assunto principal do meu texto e tenho fazer jus ao título.
A “Perda Maléfica Cardíaca”! Aquela que anualmente, mensalmente, diariamente acontece com você, com seu vizinho, com o pai-de-todos, com o fura-bolo e com o mata-piolho. Aquela que ainda não tem um remédio para regeneração. E muito menos um para acelerar esse processo.
A perda maléfica cardíaca, com alguns conhecimentos gerais, ou estudos morfológicos, conclui-se que é a perda no coração, causando certo tipo de malefício, ou dor, se tratando daquele sentimento que você associa quando vê um coração vermelho ao lado de um casal de pombos. É a perda daquele pedaço do seu coração que alguém levou sem perguntar se podia. É a perda daquela felicidade que você armazenava no peito. É a dor dela sendo arrancada, e deixando uma marca, muitas vezes cicatrizáveis. Mas a cicatriz permanece pra sempre.
Ela pode ser dividida em dois pontos que seria os principais. Um deles é aquele quando você perde alguém pra sempre e sabe que nunca mais vai ver aquela pessoa (ao menos nessa vida). Você pode associá-lo com a dor de quando você pega uma agulha, esquenta na brasa até ficar vermelha e enfia embaixo de sua unha apertando até a ponta perfurar a carne e sua unha quase arrancar. O outro é quando você perde alguém pra sempre e sabe que vai encontrar com esse alguém varias vezes, nas ruas, nos espelhos, nos bosques encantados do “Mundo Verde Limão” ou em qualquer outra esquina que você esteja. Você agora pode associar essa dor com a dor de tirar a agulha da sua unha e colocar em um copo contendo ácido sulfúrico. Doeu né?!
Eu sei o tanto que dói uma agulha entrando na unha, e um dedo machucado no ácido sulfúrico. Tu sabes. Ele sabe. Nós sabemos... E o que podemos fazer, se várias vezes colocam a agulha em nossos dedos? Derramar o sangue molhado e incolor que sai dos nossos olhos. Uma, duas, três vezes. Cada vez que olhamos para aquela cicatriz, uma espadada (adoro espadas!) levamos no peito. Isso pelo fato de que perdemos alguém pra sempre. Perdemos um pedaço de nós. E talvez pelo fato de sabermos que ainda vamos perder muitos pedaços ao longo da vida. Quer um conselho? Tire o dedo rapidamente, e passe Merthiolate! ...Que agora não arde! =D

Divina Proporção(Golden Ratio)

Lindomar, não entre em pânico


Febre alta? Dor de cabeça, nos olhos? Manchas vermelhas pelo corpo? Isso são sintomas de dengue! Sim, são. Mas, você realmente sabe os sintomas do seu verdadeiro problema? Sabe se ele por um acaso tem sintomas? Ou pensa realistamente que a insanidade provém de distúrbios imperceptíveis aos que ela contém? Ops! Eu disse... Insanidade???

As determinações podem estar corretas, ao ponto de vista peculiar que uma pessoa tem a respeito de si próprio. O julgamento alheio dá auxílio a uma seqüência de fatos que devem ser analisados por aquele que não percebia a luz do sol.

A loucura está dentro de cada um. Ela pode se manifestar diretamente em seus olhos, quando vêem acontecimentos que não eram para serem vistos. Ela se manifesta nos gritos de dor pelo hematoma em seu dedo mindinho quando esbarrado na quina da cama de sua mãe. Nas lágrimas de tristeza despejadas por um familiar falecido, um amigo sumido, por um cachorro ter morrido ou por um amor perdido. Manifesta nas palavras trocadas diante do espelho, principalmente na pergunta: “Você entendeu, né?”.

Também nos papéis rasgados ou amassados após aquela briga interior. No lápis que alguém um dia te disse que não quebrava, mas certa vez, induzido por duas mãos assassinas (que assassinam corações) se partiu ao meio. Manifesta na raiva que você sentiu após ter ouvido mentiras, verdades, hipocrisia... saudades. E também manifesta quando você repentinamente resolve escrever um texto e cisma de colocar uma rima nele, achando que é uma poesia. Cisma de fazer uma rima, Catarina. Chegou a hora de parar, Josemar.

E a canção vai fluindo, junto com seu pensamento insano, no qual se tomou como tema para uma auto-reflexão. Pois já está na hora de curar o hematoma no seu dedo. De chorar por um filme feliz. De chorar de felicidade após um encontro feliz. De brigar com aquela sua vizinha que joga o lixo no rio. De amassar os papéis que sujam as ruas, e joga-los no lixo. De abrir os olhos para todos os acontecimentos, e aprender cada dia mais com eles.

Chegou a hora de olhar para o espelho e ver alguém famoso. Um ídolo. Hora de dar uma gargalhada diante a uma hipocrisia ( deixar seu lado insano falar mais alto), de dar um murro em uma mentira, e de acreditar nas verdades. Está na hora de absorver o mal e manda-lo embora junto com seus resíduos no banheiro. De pegar um lápis, que alguém te disse que não quebraria (porém, quebra.), e aponta-lo todas as vezes que ele falhar, assim, durará mais, e você continuará a rimar... certo, Lindomar?

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