Lindomar, não entre em pânico


Febre alta? Dor de cabeça, nos olhos? Manchas vermelhas pelo corpo? Isso são sintomas de dengue! Sim, são. Mas, você realmente sabe os sintomas do seu verdadeiro problema? Sabe se ele por um acaso tem sintomas? Ou pensa realistamente que a insanidade provém de distúrbios imperceptíveis aos que ela contém? Ops! Eu disse... Insanidade???

As determinações podem estar corretas, ao ponto de vista peculiar que uma pessoa tem a respeito de si próprio. O julgamento alheio dá auxílio a uma seqüência de fatos que devem ser analisados por aquele que não percebia a luz do sol.

A loucura está dentro de cada um. Ela pode se manifestar diretamente em seus olhos, quando vêem acontecimentos que não eram para serem vistos. Ela se manifesta nos gritos de dor pelo hematoma em seu dedo mindinho quando esbarrado na quina da cama de sua mãe. Nas lágrimas de tristeza despejadas por um familiar falecido, um amigo sumido, por um cachorro ter morrido ou por um amor perdido. Manifesta nas palavras trocadas diante do espelho, principalmente na pergunta: “Você entendeu, né?”.

Também nos papéis rasgados ou amassados após aquela briga interior. No lápis que alguém um dia te disse que não quebrava, mas certa vez, induzido por duas mãos assassinas (que assassinam corações) se partiu ao meio. Manifesta na raiva que você sentiu após ter ouvido mentiras, verdades, hipocrisia... saudades. E também manifesta quando você repentinamente resolve escrever um texto e cisma de colocar uma rima nele, achando que é uma poesia. Cisma de fazer uma rima, Catarina. Chegou a hora de parar, Josemar.

E a canção vai fluindo, junto com seu pensamento insano, no qual se tomou como tema para uma auto-reflexão. Pois já está na hora de curar o hematoma no seu dedo. De chorar por um filme feliz. De chorar de felicidade após um encontro feliz. De brigar com aquela sua vizinha que joga o lixo no rio. De amassar os papéis que sujam as ruas, e joga-los no lixo. De abrir os olhos para todos os acontecimentos, e aprender cada dia mais com eles.

Chegou a hora de olhar para o espelho e ver alguém famoso. Um ídolo. Hora de dar uma gargalhada diante a uma hipocrisia ( deixar seu lado insano falar mais alto), de dar um murro em uma mentira, e de acreditar nas verdades. Está na hora de absorver o mal e manda-lo embora junto com seus resíduos no banheiro. De pegar um lápis, que alguém te disse que não quebraria (porém, quebra.), e aponta-lo todas as vezes que ele falhar, assim, durará mais, e você continuará a rimar... certo, Lindomar?

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