Certa vez me disseram que o poeta não é poeta sem a dor. Não que eu seja um, longe disso. Mas certamente um sujeito que expõe sua dor
Certa vez me disseram que o poeta não é poeta sem a dor. Não que eu seja um, longe disso. Mas certamente um sujeito que expõe sua dor
E então saiu de casa. Chamou o táxi e correu para que não molhasse todo seu cabelo naquela tempestade. ”Rua das Pedras”, disse ela. O taxista percebeu a pressa, o arranco do carro fez zunir no ouvido dele que passava ali, naquela hora da noite.
Ele chegou em casa, tocou a campainha ninguém atendeu. Sua cartola projetava uma sombra devido a luz da rua. Londres nunca foi uma cidade iluminada, mas as sombras estavam em todos os lugares. E não poderia faltar naquela noite. Não havia ninguém em casa, então ele voltou, acendeu seu Marlboro embaixo de uma sacada, ouvindo o forte barulho da chuva, quando foi interrompido pelo zunido do táxi.
Ela voltou, desceu correndo, ele observou com cautela, passou uma das mãos na barba negra com ar de curiosidade. Ela bateu a porta, correu ate o táxi, que zuniu novamente.
Ele correu ate o carro. Os faróis se acenderam, iluminando os pingos grossos que eram fortes caindo no pára-brisa. Acelerou. Quase não se via carros às três da manhã. Londres nunca foi uma cidade iluminada. Ele ligou o rádio. Frank Sinatra se alegrava em Cheek to Cheek. As luzes iam se afastando, e o taxi parou em frente um bar. Ela desceu, correndo... ouviram-se dois tiros, e ela voltou. Mas o táxi não estava mais por lá.
Ele acelerou o carro e parou em sua frente. Morgana com seu traje vermelho o encarou, e seus olhos brilharam de terror. A cartola foi tirada em um cumprimento honroso à alguém que teria muito que sofrer. Ela pensou em correr, mas seu braço foi segurado antes que ela pense em usar o que estava dentro de sua bolsa.
Os dois entraram naquele carro negro, como Londres, que nunca foi uma cidade iluminada. Outro zunido. Londres já estava pra trás, porém, uma casa de pedras estava à frente. Martin estacionou, com sua cartola em uma das mãos, abriu a porta para Morgana que foi arrancada de dentro do carro para dentro da casa.
”Você está morto!”, dizia ela. Ele a empurrou para a parede com uma força sobrenatural. Seu corpo jogado no chão, e a força de Martin proporcionou conforto para ele, no trabalho de prender as mãos de Morgana, com os braços abertos. Suas pernas foram presas da mesma maneira. Havia cadeiras de ferro preparadas para isto.
Então, Martin, com uma faca, tirou seu vestido cuidadosamente, e suas peças íntimas foram tiradas junto com o sangue. Gritos de desespero foram soltos por Morgana. Um sorriso nos lábios de Martin apareceu devagar, até se transformar em um sorriso de satisfação... Martin, agora com uma garrafa vermelha nas mãos, derramou um líquido gelado sobre as mãos presas de Morgana. Um fogo foi aceso, e duas mãos estavam
Colocou o vidro vermelho distante das chamas, e abaixou para perto de Morgana, que não mais conseguia falar. Conseguia apenas gritar... Sua voz estava ficando fraca. Suas mãos quase não existiam mais, estava sendo queimada. Sua pele já se fora. A carne exaltava o odor humano sendo queimado. Martin abriu suas calças. E o sorriso foi ainda maior quando pode realizar seus instintos. Os gritos de Morgana foram confundidos por gritos de prazer e de dor. Não suportando mais, agitava suas pernas e braços em uma tentativa inútil de escapar. Enquanto Martin movia seu membro em seu prazer individual.
Martin pegou novamente sua garrafa vermelha, agora foram os pés. Enquanto eles queimavam, Martin beijava o rosto de Morgana, encharcado de lagrimas.
Na mesa, uma cartola, uma faca, luvas, e agora uma garrafa vermelha. No chão uma mulher, sem mãos e pés, agora com a boca sedada por uma fita prateada. Um barulho, um estrondo. Passos pelo chão de madeira daquela antiga casa abandonada, distante da cidade. Um arranco de carro... E na janela, a luz da vela.
Até hoje não se sabe, porque e por qual razão, Morgana foi assassinada no mesmo dia que Martin Proundmore.

Ele ficava ali. Parado, olhando o rio. Em cima de um cocho onde ficava sua comida. Sua esposa não aparecia naqueles últimos dias, e eu não entendia por quê. Juro. Ele subia em cima de seu cocho que deveria medir seus 30cm de altura e ficava estático à observar o rio...
O tempo passou. Sua esposa saíra da toca para ver como iam as coisas. Sim, eram três. A alegria, imagino eu, ser imensa. Meus lábios se movem suavemente, sem sadismo nem sarcasmo, ao lembrar daquela família. Ela saiu, com seus três filhotes. Havia um mesclado, igual a mãe. Outro cheio de bolinhas, muito alternativo, eu diria. O terceiro era marrom, como pai. Que por sua vez, desceu de sua fortaleza para contemplar sua família.
Os dias iam passando, e a cada dia, em cada intervalo de aula, eu deixava minha “selva de pedras” para observar o pequeno rastro que a natureza ainda deixa perto de sua maior criação, o homem. O rio sujo, com umas vegetação pobre ao lado. Vê-se pneus, barro, esgoto... e cabritos. Uma família composta por cinco membros selvagens, pacatos e alegres. Sabe, eu os observava, como disse, em todos os meus vagos segundos. Dóceis. Pulavam os filhotes... meus lábios abrem um largo sorriso agora. Eles gostavam de pular. Sim, pular. Quase caiam dentro do rio... a mãe sempre os amamentavam e tomava conta deles, olhando, sem ambição, para as futuras ceias de natal.
O marrom, idem pai, gostava do mesmo. Na verdade, os dois se davam muito bem. Dormiam ao sol, juntos. Estavam todo o tempo se identificando com suas cores semelhantes. Certo dia, me deparei com a seguinte cena: um cocho. No mesmo lugar. Um cabrito em cima, olhando o rio. Sim. Era seu filho. Havia aprendido a acreditar que a vida passa naquelas águas imundas. Acreditar que junto com seus segundos, alguém estava olhando por eles. O pai estava dormindo, talvez nem percebesse que seu filhote estava tomando seu lugar. Estava no seu observatório, talvez com os mesmos pensamentos.
E o tempo não parava de passar. Assim como minha musica toca pela quarta vez, eles cresceram... eu acompanhando. Todos os dias pela janela, sorrindo e torcendo para que eles me vissem. Eu acenava, assoviava. Era em vão, mas eu tentava. Quando um dia, cheguei na sala de aula, coloquei meus matérias na carteira e me dirigi para a janela. Não os vi. Fiquei preocupada. Ignorei, talvez eles estivessem dentro da “casa” que os donos colocam pra eles.
No dia seguinte, repeti o de sempre a respeito dos materiais. Olhei para a janela, e... novamente não os vi. Um menino alto que estudava comigo apareceu, curto e grosso: “Ontem vi o pessoal da mecânica matar os cabritos”.
A principio não acreditei. Porem, nunca mais os vi. Soube depois que os pais foram mortos, e os filhotes vendidos para o mesmo destino. Foi lastimável. Eu passava meu tempo observando a natureza... eu realmente amava aquela família de cabritos.
A natureza tenta ser perfeita. Mas sua maior criação sabe como chicoteá-la. O homem se encontra em cima do cocho. Observando o rio... sujo, por ele. A água passa... a vida passa. Você morre, e seus filhos também. Mas você não pensa. Animal não pensa. Mas eu, vi tudo isso. Sim, eu vi...
Tuesday’s gone with the wind.

Dessa vez assumo que não seria mais uma crônica inútil. Ela realmente vai acrescentar algo em sua vida. Um acontecimento inesperado e inacreditável. Não fictício. A pura realidade de um almoço de domingo.
Nem Freud me fala. “/
*A água imunda é devido a incompetência da empregada da casa. Como minha avó quebrou o pé, não lava a banheira pois não consegue subir até lá. Eu ainda acho que o salário mínimo ta muito para alguns tipos de serviço. ¬¬

Eu sou a razão. Sou a lógica. Sou a consciência! O que eu quiser eu faço neste corpo, mas você é o único que não consigo controlar... eu deveria conseguir. Esta doendo muito.
Há vezes que você é tão bom comigo. Me trás alegria, e nessas horas eu penso que sim, consigo te controlar! Talvez uma ilusão de minha parte, devido aos bons sentimentos, mas por que agora não posso mais? Você é traiçoeiro. Não merecia viver! Deve morrer! Só assim parará de me maltratar! Morra! Saia daqui! Não precisamos de você...
Não precisamos... não... saia... pare... vá... morra... (....)* .... não me deixe... Eu preciso de...(...).
Oi galera! Que legal! Mais um texto idiota pra você perder seu tempo lendo.
Eles eram bárbaros, guerreiros com fome de luta e matança, e, de acordo com os cristãos da época, eles eram demônios afim de aterrorizar o mundo de Deus. Viviam em comunidades pequenas com cinqüenta a quinhentos habitantes, no qual eram companheiros, dividindo o trabalho, e se ajudando. Cuidavam da educação de seus filhos... Os mais velhos sentavam com as crianças e as ensinavam religião, o culto aos deuses, e toda a historia dos antepassados. Um povo aparentemente endemoniado, porém, um povo como todos os outros.
Mesmo com toda a sua incrível mitologia, aparência, relatos, contos, parábolas, e além de tudo codinome “nórdico” (isso me encanta ao extremo), eles tinham uma característica marcante, que você logo relaciona mentalmente quando ouve ou ler a palavra: “viking”. Estou errada?
Logo logo, você fará uma analogia com um chapéu chifrudo. Sabe? Aqueles chapeuzinhos dos vikings.... Aqueles que têm dois chifrinhos, ou duas asinhas, que vemos nos desenhos do Asterix (gaulês). Sabe? Aqueeele!
Pare! Sente-se e acalme-se. Farei uma revelação à você.
Os chapeis que eles usavam era cônicos. Porem... não tenho coragem de revelar. Porém...Não tinham chifres. Pronto. Falei. Agora vou parar de escrever. Porque isso me faz perder a cabeça... como é possível? Vinking sem chapéu de chifre? Existe? Sim! Não existe é vinking com chapéu de chifre. Inconformado? Traumatizado? Angustiado? É assim que me sinto... mas eu precisava desabafar. Beijos.
Huaaaaaaaaaaaaah!!!!!!
O quê?? Não vai me dizer que os vikings também não gritavam: HUAAAAHH?????
É o fim do mundo.
Abri minha mochila e tirei meu MP3. O sol se foi. A noite estava chegando... Parei e vi aquele homem parado com aquela menina. Ambos fazendo gestos. Ambos conversando. Conversando
E eu ali, parada. Abusando do dom que Deus me deu. Mais precisamente ouvindo Metallica, Orion. Eu sim podia ouvir aquelas pessoas conversando. Ouvir o barulho dos cavalos. O ronco dos dragões, o choro do pobre plebeu sendo morto. Mas... não! O que eu estava fazendo? Ouvindo uma música? Enquanto aqueles dois ali parados conversavam em uma linguagem que eu não entendia, em um mundo sem barulho. Em um mundo de trevas! O que eu fazia?
Desliguei minha música. E o som aos poucos aparecia. Estava sozinha. Apenas a eu e a sinuca. Isolada. Calada, enquanto eu podia falar. E os dois não paravam de falar. Eram gestos e mais gestos. Em um mundo visual. Um mundo diferente do meu. Um mundo aparentemente difícil. Mas um mundo feliz. Um mundo diferente do meu.
Poderia estar guiando um cego em um beco, mostrando a ele todas as frutas, as cores, as pessoas que ficam na feira. Poderia estar cavalgando enquanto falava e ouvia os pássaros cantar. Poderia estar cantando uma música bem alto para eu mesma ouvir. Mas... Enfim acabou. Subi o morro, e lá estava eu, naquela velha sinuca, ouvindo uma musica instrumental. Com os ouvidos tapados, enquanto meu mundo estava sendo destruído diante meus olhos. Enquanto minha vida estava passando... E a primeira estrela apareceu.
Subi em minha carruagem e parti em direção à vila. E o casal continuava a conversar...
pocotó, pocotó...

_Rato??? Atira nele oras! Que rato?
_Tem um rato aqui em casa, do tamanho do meu celular! Sem rabo!!!!
_Nussaaa!! Seu celular é grande! Que bonitinho. Que cor ele é? =D
_Marrom. Não não... preto. Sei lá! Já tentei de tudo... mas ele voa.
_Voa??? É um morcego então.
_Não. É um rato. Como eu mato ele?
_Uai, num mata não. Joga ele no rio.
_Não tem jeito. Eu já taquei tudo nele... até água quente!!!
_Mas água quente não mata rato. Dá veneno.
_Não tenho.
_Deixa eu ver se minha avó tem.
Tá...
(minutos depois)
_Tem, vou levar aí pra você, me encontra no point. Digo, na esquina. ;p
_Aahh... eu to com uma bermuda azul, uma camisa cinza e um tênis branco com umas listrinhas... velho.
_Ai.. ta! Eu vou aí.
_Tá. Eu vou entrar no quarto. Abre a porta, e na sala eu vou deixar suas armas. São os guarda-chuvas. Ele tem medo deles.
_Beleza!
(chegando lá)
_To chegando com o guarda chuva!! Cadê ele???
_Tá ali atrás do guarda roupas...
_Cadê??? AH! Pra que inseticida??
_Taquei nele.
_Haru, rato não é inseto.
_Mas eu tentei de tudo...
_Deixa eu ver ele...(...) Aláááá! Que bonitinhooo! =]
_É.
_Posso por um nome nele?
_Já tem. Se chama Sangue No Meu Chão Hoje.
_Hum... bonito nome. Vamos lá colocar o veneno. Pobre alma.
(depois)
_Deixa o veneno ali.
_Tá Lívia.
_Haru! O que ele ta fazendo?
_Não sei... que estranho.
_Ele ta paralisado.
_Ele ta... ou ele ta com medo de mim... ou ta fingindo.
_Pode ser.
_Ele ta sabendo que vamos matar ele.
_Tadinho.
_Deixa aí que vou embora. Tchau.
_Tchau.
(no dia seguinte)
_Lívia! Cara! Eu nunca odiei tanto um bixo na minha vida! Eu cheguei em casa e ele estava em cima do teclado do meu computador!!! Depois foi pra dentro do guarda roupas...
(começa um crise de risos)
_...Depois quando fui olhar ele estava dentro da mala! Minha casa fede xixi! Eu odeio ele! Dei uma paulada na metade do corpo dele... e agora ele está se agonizando no chão.
_Ô haru! Que dó! Mata ele de uma vez.
_Não! Quero que ele sofra. Tenho que desinfetar meu ipod, meu pc, minha casa toda!!! Não!!!!!!! Ele andou!!!
_Andou???
_É! Nem vou sair com você hoje.
_Ah! Sai sim. Eu te ajudou a arrumar a casa.
_então vem... Olha! Ta andando!!! Vou lá matar ele... tchau.



As determinações podem estar corretas, ao ponto de vista peculiar que uma pessoa tem a respeito de si próprio. O julgamento alheio dá auxílio a uma seqüência de fatos que devem ser analisados por aquele que não percebia a luz do sol.
A loucura está dentro de cada um. Ela pode se manifestar diretamente em seus olhos, quando vêem acontecimentos que não eram para serem vistos. Ela se manifesta nos gritos de dor pelo hematoma em seu dedo mindinho quando esbarrado na quina da cama de sua mãe. Nas lágrimas de tristeza despejadas por um familiar falecido, um amigo sumido, por um cachorro ter morrido ou por um amor perdido. Manifesta nas palavras trocadas diante do espelho, principalmente na pergunta: “Você entendeu, né?”.
Também nos papéis rasgados ou amassados após aquela briga interior. No lápis que alguém um dia te disse que não quebrava, mas certa vez, induzido por duas mãos assassinas (que assassinam corações) se partiu ao meio. Manifesta na raiva que você sentiu após ter ouvido mentiras, verdades, hipocrisia... saudades. E também manifesta quando você repentinamente resolve escrever um texto e cisma de colocar uma rima nele, achando que é uma poesia. Cisma de fazer uma rima, Catarina. Chegou a hora de parar, Josemar.
E a canção vai fluindo, junto com seu pensamento insano, no qual se tomou como tema para uma auto-reflexão. Pois já está na hora de curar o hematoma no seu dedo. De chorar por um filme feliz. De chorar de felicidade após um encontro feliz. De brigar com aquela sua vizinha que joga o lixo no rio. De amassar os papéis que sujam as ruas, e joga-los no lixo. De abrir os olhos para todos os acontecimentos, e aprender cada dia mais com eles.
Chegou a hora de olhar para o espelho e ver alguém famoso. Um ídolo. Hora de dar uma gargalhada diante a uma hipocrisia ( deixar seu lado insano falar mais alto), de dar um murro em uma mentira, e de acreditar nas verdades. Está na hora de absorver o mal e manda-lo embora junto com seus resíduos no banheiro. De pegar um lápis, que alguém te disse que não quebraria (porém, quebra.), e aponta-lo todas as vezes que ele falhar, assim, durará mais, e você continuará a rimar... certo, Lindomar?